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Você NÃO é aquilo que você come!

é o que diz Manuela Ramalho Sanchez, sobre formigas!



http://profbioblog.blogspot.com/2012/07/cientista-indiano-fotografa-formigas.html



Para microbioma da formiga Daceton armigerum,

você NÃO é aquilo que você come!

por Manuela Ramalho Sanchez


A famosa frase “Você é aquilo que você come”, reforça que mudanças na dieta podem melhorar a sua qualidade de vida e há vários dados científicos que confirmam isso.

A brincadeira do título é para chamar atenção para o nosso estudo, pois mudanças na dieta não impactaram na comunidade microbiana associada formiga Daceton armigerum.

Esse estudo foi desenvolvido em parceria com Cornell University (EUA), CNRS - UMR EcoFoG (Guiana Francesa, França) e University of Illinois (EUA) e foi capaz de testar diversos fatores e verificar o impacto deles nas bactérias e nos eucariotos associados a D. armigerum.

Essa formiga formidável (licença para trocadilho!) costuma ter colônias grandes com mais de 2000 indivíduos e com distribuição na região Neotropical. Esta espécie é predadora e apresenta diferenciação de castas (soldado, operaria menor, operária maior), na qual a operária menor cuida das larvas e pupas (bebês da formiga) e as maiores defendem a colônia (soldados) e caçam por alimentos (forrageadoras).

Neste estudo, comparamos as comunidades microbianas de D. armigerum (bactérias e eucariotos) de indivíduos selvagens coletados na Amazônia e mantidos em laboratório sob dietas controladas.

Também exploramos o papel da colônia, tipo de amostra (gáster ou formiga inteira), desenvolvimento e castas na estruturação de comunidades microbianas.

De todos os fatores testados, nossos resultados indicam que pertencer a uma colônia impacta comunidades bacterianas, assim como os estágios imaturos (ninhada) têm bactérias diferentes das dos adultos. Esse estágio do desenvolvimento também impacta a comunidade eucariótica (como exemplo fungos, nematoides, etc...) associada a D. armigerum.


Nossos resultados de eucariotos associados esta espécie de formiga também destacam alta diversidade de taxa recuperados. E apesar de ainda não sabermos qual é a relação com o hospedeiro (por exemplo, são presas da formiga?), pode ser mais uma maneira de investigar e entender mais sobre a biologia dessas formigas.


RAMALHO, M. O.; DUPLAIS, C.; ORIVEL, J.; DEJEAN, A.; GIBSON, J. C.; SUAREZ, A. V.;  MOREAU, S. C. Development but not diet alters microbial communities in the Neotropical arboreal trap jaw ant Daceton armigerum: an exploratory study. Scientific Reports.2020



Manuela Ramalho Sanchez Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2010), mestrado em Biologia Celular e Molecular pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2013) e doutorado em Biologia Celular e Molecular pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2017). Atualmente é post doctoral at field museum - Field Museum of Natural History. Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Molecular e de Microorganismos, atuando principalmente nos seguintes temas: camponotini, endosymbiont, wolbachia, weaver ant e microbioma.


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