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Remédios que já existem podem ser eficientes contra o coronavírus? Já existem cientistas testando!


Em vários países do mundo, de forma mais isolada ou cooperativa, pesquisadores, grupos e institutos de pesquisa correm atrás de uma vacina contra esse novo coronavirus para o qual não temos ainda defesas imunológicas.

Sabemos da existência de pelo menos 68 vacinas sendo preparadas e algumas já em fase de testes.

Mas não é apenas atrás de uma vacina que os cientistas estão. Talvez medicamentos que já conhecemos e usamos para outras doenças possam ser também usados, de forma isolada ou em combinação contra essa nova ameaça.

As vantagens de usar medicamentos que já estão no mercado são óbvias: não só é mais barato adaptar os medicamentos que já foram aprovados ou desenvolvidos, mas, acima de tudo, é muito mais rápido, porque as longas fases dos testes clínicos podem ser reduzidas. Mas é bom saber que qualquer substância ou princípio ativo que possa ser mais eficaz contra o novo coronavírus, necessita de todos os testes farmacológicos para que se tomem decisões cientificamente corretas. Efeitos colaterais, especialmente se as pessoas se automedicarem sem consultar um médico, podem ser piores que a própria doença. Então, espere e não tome nenhum medicamento por simples medo da doença, sem que haja acompanhamento médico!

Três grupos de medicamentos estão sendo testados contra o SARS-CoV-2 ou Covid-19.


1) Antivirais projetados para bloquear a reprodução de vírus ou impedi-los de entrar nas células pulmonares. Drogas antivirais foram desenvolvidas, por exemplo, para influenza normal, para hepatite C, mas também para HIV, Ebola e, principalmente, para duas SARS ou MERS, que também são causadas por coronavírus. Também estão sendo testados medicamentos antimaláricos bem conhecidos, cuja eficácia contra vírus só foi descoberta recentemente.

2) Imunomoduladores são projetados para limitar as reações de defesa do corpo de forma que o sistema imunológico não exagere e cause danos adicionais ao corpo, com risco de vida. Estes imunomoduladores foram desenvolvidos, por exemplo, para o tratamento de artrite ou doenças inflamatórias intestinais.

3) Remédios projetados para garantir que os pulmões continuem suprindo o sangue com oxigênio suficiente. Os medicamentos foram desenvolvidos, por exemplo, para tratar a fibrose pulmonar idiopática, que é freqüentemente fatal e na qual a proliferação anormal de tecido conjuntivo entre os alvéolos e os vasos sanguíneos circundantes leva ao enrijecimento do pulmão. A respiração se torna superficial e rápida, e o desconforto respiratório e a tosse seca e irritável são as consequências.

De quais remédios conhecidos mais falamos atualmente?

No laboratório, a substância ativa remdesivir, que foi originalmente desenvolvida para combater infecções por Ebola, também foi eficaz contra os coronavírus SARS e MERS. No entanto, o remdesivir, desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Gilead Sciences, ainda não foi oficialmente aprovado em nenhum país do mundo. Atualmente, ensaios clínicos com remdesivir estão em andamento nos EUA e também na China.


Um medicamento atualmente sujeito a hype mundial é o medicamento japonês contra a gripe Avigan, com o ingrediente ativo favilavir. Foi aprovado no Japão desde 2014 e agora também é aprovado na China. Foi desenvolvido pela divisão farmacêutica da Fujifilm Holding no Japão. Este medicamento antiviral é usado contra a gripe porque inibe a RNA polimerase viral e, como o remdesivir, é dito que age contra vários vírus de RNA.


O conhecido remédio contra malária Resochin também causou um grande alvoroço nas últimas semanas. Seu ingrediente ativo, a cloroquina, era usado anteriormente como profilaxia da malária. Nos últimos anos, no entanto, foi prescrito apenas raramente. Em testes realizados em Marselha, diz-se que a substância ativa cloroquina demonstrou em culturas celulares que inibe a proliferação do novo coronavírus, indicando que poderia reduzir a carga viral de pacientes com progressões mais graves da doença. Portanto, o ingrediente ativo também pode ser usado antiviral, relatam os médicos. No entanto, esse medicamento, assim como a hidroxicloroquina, parece estar apresentando efeitos colaterais maiores do que o desejado, principalmente em cardiopatas e pessoas com problemas renais. Alguns países deixaram as pesquisas com esse medicamento de lado por essas razões.


Também há grandes esperanças em um medicamento contra o HIV com a combinação de ingredientes ativos lopinavir / ritonavir. O medicamento correspondente, Kaletra, da empresa farmacêutica americana AbbVie já foi usado como terapêutica com COVID-19 em caráter experimental na China, Tailândia e Cingapura. No entanto, os resultados são inconclusivos e mais estudos devem ser feitos.


De acordo com a Associação Mundial de Empresas Farmacêuticas Baseadas em Pesquisa, vários anticorpos e imunoterapêuticos também estão sendo testados quanto à sua eficácia contra o novo coronavírus. Entre as substâncias ativas já aprovadas ou experimentais estão o anticorpo leronlimab do CytoDyn, originalmente desenvolvido contra o HIV e o câncer de mama triplo negativo, dois anticorpos do Regeneron, originalmente desenvolvidos contra o MERS, e a substância ativa brilacidin da Innovation Pharmaceuticals, que foi realmente destinada a a terapia de doenças inflamatórias intestinais e inflamações da mucosa oral.


O que se percebe é que o mundo científico e farmacêutico não está parado. Mas tudo, para ser usado com segurança e não causar um mal maior, como já visto com o uso de inúmeros outros medicamentos, leva tempo. Precisamos de testes responsivos, experimentos devidamente controlados. Não há milagre em ciência, há sim muito trabalho, dedicação e sucesso quando os investimentos necessários são feitos.


Veja mais em: * https://www.dw.com/en/could-an-existing-drug-help-against-the-new-coronavirus/a-53078043

Veja também algumas lições que podemos tirar da pandemia do coronavírus:

https://www.cienciaquenosfazemos.org/post/cinco-boas-li%C3%A7%C3%B5es-que-podemos-tirar-da-pandemia-do-coronavirus


Caso queira conhecer o vírus melhor:

https://www.cienciaquenosfazemos.org/post/entrevista-com-o-coronav%C3%ADrus


Para saber mais sobre as máscaras caseiras, veja nosso vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=-b6OKFqQ9mk&t=34s

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