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  • José Henrique Pezzonia

Com pena e tudo: jibóias caçam aves, sim!


A atenção no campo, na natureza, faz toda a diferença entre um biólogo que "vê" e um que "enxerga" realmente as coisas no campo. Prr isso temos que ter toda a atenção a barulhos, relances, cheiros, se queremos conhecer a natureza e documentá-la.

Aqui faço um registro fotográfico de predação em habitat natural, Jiboia (Boa constrictor é uma serpente pertencente à família Boidae) predando um psitacídeo conhecido como Periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri)

em uma área de Cerrado localizado no Clube Caça e Pesca Itororó de

Uberlândia. Na manhã dessa quinta-feira, 07 de outubro de 2021 caminhando

na reserva com colegas de trabalho (Gabriela Fraga e Ruan Felipe) em direção

a portaria do clube para irmos embora após um dia de trabalho de campo,

ouvimos um barulho na copa de uma árvore e ao olharmos para cima

observamos uma serpente (jiboia) pendurada segurando essa presa,

rapidamente ela se enrolou sobre o corpo da ave e começou a fazer o

movimento de constrição (comportamento para imobilizar suas presas),

levando o indivíduo a morte e facilitando para ingerir. Na mesma hora, peguei

minha câmera fotográfica (Nikon P900) e comecei a tirar várias fotos de vários

ângulos para tentar fazer um bom registro desse fenômeno fascinante,

predação em ambiente natural. É de suma importância ter esse contato pontual

e direto com interações entre presa e predador, isso nos mostra como ocorre a

interação entre esses indivíduos na natureza, além disso, nos mostra a riqueza

da fauna que está presente naquele lugar e como ocorre a movimentação da

cadeia alimentar que nada mais é a relação em que os seres vivos usam para

sobreviver, ou seja, as relações essenciais para buscar energia através da

alimentação usando o seu instinto.

O profissional biólogo faz parte deste conjunto de interações, pois é o profissional que está em campo realizando levantamento de dados, estudos sobre história natural da fauna e flora presente naquele ambiente, realiza também estudos em áreas de preservação levantando formas de zelar por habitats ameaçados e é através desses registros que tomamos ciência de como a natureza é bela.

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